sábado , 24 de junho de 2017
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Cloud Computing – O que realmente significa?
Ilustração: Cloud Computing ou Computação em nuvem

Cloud Computing – O que realmente significa?

Cloud Computing, em português, computação nas nuvens, parece um tanto nebulosa, mas não é tão confusa quando você vê a proposta de valor agregado a partir do ponto de vista dos profissionais de TI.

A cloud computing é Feroz!!, diz o analista sênior do Gartner, Ben Pring, ecoando muitos de seus pares. O problema é que (como acontece com a Web 2.0) todo mundo parece ter uma definição diferente.

Como uma metáfora para a Internet, “a nuvem” é um clichê familiar, mas quando combinado com “computação”, o significado se torna maior e mais confuso. Alguns analistas e fornecedores definem a computação em nuvem exclusivamente, como uma versão atualizada do “utility computing”: servidores basicamente virtuais disponíveis através da Internet. Outros vão mais além, argumentando que qualquer coisa que você consumir além do firewall é “na nuvem”, incluindo a terceirização convencional.

Cloud computing entra em foco somente quando você pensar sobre o que sempre precisa: uma maneira de aumentar a capacidade ou adicionar recursos de TI sem investir em novas infra-estruturas, na formação de novos funcionários, ou licenciando novos softwares. Cloud computing abrange qualquer serviço baseado em assinatura “pay-per-use” que, em tempo real, através da Internet, amplia as capacidades existentes.

A computação em nuvem está em um estágio inicial, com um grupo heterogéneo de prestadores de grandes e pequenas empresas para entregar uma série de serviços baseados em nuvem, desde aplicativos de armazenamento até filtro de spam. Sim, os provedores de Internet fazem parte do mix, mas são os SaaS (software como serviço) que mais fazem sucesso como a Salesforce.com. Hoje, em sua maior parte, serviços baseados em nuvem são oferecidos de forma individual, mas integrados já estão surgindo.

Com base nessas discussões, aqui está uma lista de tudo que envolve computação em nuvem:

1. SaaS (Software sob demanda)

Este tipo de computação em nuvem oferece um único aplicativo, através do navegador para milhares de clientes que usam uma arquitetura “multitenant”. Isto significa que, no lado do cliente,não será necessário nenhum investimento inicial em servidores ou licenças de software, no lado do fornecedor, com apenas um app para manter, os custos são baixos em comparação com a hospedagem convencional. A Salesforce.com é de longe o exemplo mais conhecido entre os aplicativos corporativos, mas SaaS também é comum para aplicativos de RH e até mesmo para sistemas ERP. E quem poderia ter previsto o aumento súbito de aplicativos SaaS “desktop”, como o Google Apps e Zoho Office?

2. Utility computing (Utilitários)

A idéia não é nova, mas esta forma de computação em nuvem está ganhando vida nova a partir de empresas como Amazon.com, Sun, IBM, e outros que já oferecem armazenamento e servidores virtuais “on demand”. Primeiramente as empresas utilizam principalmente esses utilitários para as necessidades suplementares, que não sejam críticas, mas um dia, elas poderão substituir todo o seu Datacenter. Outros provedores oferecem soluções que ajudam a criar Datacenters virtuais a partir de servidores de commodities, como AppLogic da 3Tera e Cohesive Flexible Technologies. A LiquidQ oferece capacidades semelhantes, permitindo-lhe customizar memória, I / O, armazenamento e capacidade computacional como um acervo de recursos virtualizados disponível através da rede.

3. Serviços Web na nuvem

Intimamente relacionado com SaaS, os prestadores de serviços Web oferecem APIs que permitem aos desenvolvedores a explorar a funcionalidade através da Internet, em vez de entregar aplicativos completos. Eles variam de provedores que oferecem serviços de negócios distintos como toda a gama de APIs oferecidas pelo Google Maps, o processamento da folha de pagamento ADP, o Serviço Postal dos EUA, Bloomberg, e até mesmo serviços de processamento de cartões de crédito convencionais.

4. Plataforma como um serviço

Outra variação do SaaS, esta forma de computação em nuvem oferece ambientes de desenvolvimento como um serviço. Você constrói seus próprios aplicativos que rodam na infraestrutura do provedor e são entregues aos seus usuários através da Internet a partir de servidores do provedor. Como Legos, esses serviços são limitados pela concepção e capacidades do fornecedor, para que você não obtenha a liberdade completa, mas você começa a previsibilidade e pré-integração. Os principais exemplos incluem o Salesforce.com Force.com, Coghead eo novo Google App Engine. Para o desenvolvimento extremamente leve, plataformas de mashup baseados em nuvem são abundantes, como o Yahoo Pipes ou Dapper.net.

5. MSP (Provedor de gerenciamento de serviços)

Uma das mais antigas formas de computação em nuvem, trata-se de um serviço de verificação de aplicações e serviços,que dispensa a necessidade de analistas na ponta, como por exemplo um serviço de verificação de vírus por e-mail ou um serviço de monitoramento de aplicativo (que Mercury, entre outras empresas, fornecem). Serviços gerenciados de segurança prestados por SecureWorks, IBM, e Verizon se enquadram nesta categoria, como fazem esses serviços baseados em nuvem anti-spam como Postini, recentemente adquirida pela Google. Outras ofertas incluem serviços de gerenciamento de desktop, como aqueles oferecidos por CenterBeam ou Everdream.

6. Plataformas Comerciais

Um híbrido de SaaS e MSP, este serviço de computação em nuvem oferece um hub de serviços em que os usuários interagem. Eles são mais comuns em ambientes de negociação, tais como sistemas de gestão de despesas que permitem aos usuários encomendar viagens ou serviços de administrativos a partir de uma plataforma comum que, em seguida, coordena a prestação de serviços e preços dentro das especificações definidas pelo usuário. Pense nisso como um bureau de serviços automatizados. Exemplos bem conhecidos incluem Rearden Commerce e Ariba.

7. Internet integrada

A integração de serviços de internet, baseados em nuvem, está em seus primeiros dias. OpSource, que diz respeito principalmente com serviços de fornecedores de SaaS, introduziu recentemente o serviços de OpSource Bus, que emprega tecnologia de integração “in-the-cloud” a partir de uma pequena startup chamada Boomi. O provedor de SaaS, Workday, adquiriu recentemente outra empresa neste mesmo ninchoo, CapeClear, um ESB (Enterprise Service Bus) provedor que estava chegando em direção à integração “b2b”. Muito à frente de seu tempo, Grand Central – que queria ser um “bus na nuvem” universal para conectar fornecedores de SaaS e oferecer soluções integradas aos clientes – faliu em 2005.

Hoje, com essa interconexão baseada em nuvem raramente em evidência, a cloud computing pode ser mais bem descrita como “céu computing”, com muitas nuvens isoladas de serviços que os clientes de TI devem se conectar individualmente. Por outro lado, como virtualização e SOA permeam a empresa, a ideia de serviços de baixo acoplamento rodando em uma infra-estrutura ágil, escalável deve, eventualmente, fazer todas as empresas um nó na nuvem. É uma tendência de longa duração com um horizonte distante, todavia, entre os grandes metatrends, a computação em nuvem é mais difícil de discutir a longo prazo.

Cloud Computing, em português, computação nas nuvens, parece um tanto nebulosa, mas não é tão confusa quando você vê a proposta de valor agregado a partir do ponto de vista dos profissionais de TI. A cloud computing é Feroz!!, diz o analista sênior do Gartner, Ben Pring, ecoando muitos de seus pares. O problema é que (como acontece com a Web 2.0) todo mundo parece ter uma definição diferente. Como uma metáfora para a Internet, "a nuvem" é um clichê familiar, mas quando combinado com "computação", o significado se torna maior e mais confuso. Alguns analistas e fornecedores definem a…

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Sobre Lino Neto

Lino Neto
Bacharel em Sistemas de Informação pela Maurício de Nassau e com MBA em Gestão Empresarial pela FGV. Trabalhou por 11 anos na Oi e na Embratel atuando como analista de qualidade, coordenador de qualidade, gerente de Assistência Técnica e, por fim, como gerente de operações de dados na Oi. Atualmente trabalha no grupo João Santos como analista sênior de TI.

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